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HONOSSEXUALIDADE_PERVERSCAO_A Blog Masonry - Results from #276

Homossexualidade e perversão

Por Alê Esclapes -  Durante muito tempo a homossexualidade foi entendida como uma perversão do ponto de vista da psicanálise, e talvez ainda hoje alguns teóricos tenham essa visão. Mas isso ainda é uma interpretação da lógica freudiana baseada na noção pênis com vagina contida nos “Três ensaios da sexualidade” – uma visão no mínio discutível. Se olharmos a própria lógica dos conceitos psicanalíticos veremos que na formação do superego reside uma diferença fundamental entre esses conceitos – a dinâmica super-egoíca nas perversões é muito diferente que na homossexualidade. Por sua vez, não se pode apontar uma diferença dinâmica entre a homossexualidade e a heterossexualidade no que tange ao superego. Freud coloca no seu artigo “A negação” que diferente do funcionamento neurótico, cujo mecanismo de defesa do ego básico é a repressão, na perversão é o mecanismo da “denegação” que a caracteriza. Ambos os mecanismos operariam na base dos Complexos de Édipo e Castração. Donald Meltzer no seu brilhante “Estados sexuais da mente” nos dá uma interpretação um pouco mais ampla desses mecanismos perversos e nos diz que eles agem na base do “como se”. Baseado em uma interpretação bioniana do Complexo de Édipo onde o imperativo seria a mentira, e não a questão da Castração (no caso dos meninos), ele nos fala de uma parte da personalidade que funciona “como se” a realidade não existisse. Isso em si não pode ser ligado a homossexualidade – não tem nem o menor sentido, a não ser se colocarmos como regra da vida o pênis com a vagina e tratarmos todo o mais como uma aberração, esquecendo um outro conceito da psicanálise – que o homem é um ser de desejos e não de instintos. O perverso mata, “come criancinhas”, como se nada disso tivesse consequências danosas aos envolvidos. Não existe culpa, pois esses mecanismos agem muito antes da formação do superego. Logo, a Le i não pode ser inscrita no superego. Na homossexualidade ao contrário, não existe esse mecanismo. Sabe-se que existem homens e mulheres, sabe-se a diferença entre eles, sabe-se da Lei e sabe-se que o desejo é por alguém do mesmo sexo. O que muitas vezes o que existe é o contrário do que um certo credo psicanalítico propaga – como o desejo é contrário as expectativas da sociedade, se advêm um forte sentimento de culpa, as vezes de inadequação – com certeza não é fácil “sair do armário”. Esse próprio sentimento denuncia que a homossexualidade não tem nada a ver com a perversão. E é esse mesmo sentimento que coloca homossexuais e heterossexuais sobre a mesma estrutura de funcionamento super-egoíca. Portanto do ponto de vista da própria psicanálise só se pode colocar homossexualidade e perversão sobre o mesmo teto se tiver em mente que o valor absoluto seja pênis com vagina. Estruturas perversas podem estar presentes independente da orientação sexual – basta olhar os presídios e manicômios para se atestar essa obviedade.
ANGUSTIA_DESEJO_PSICOPATOLOGIA Blog Masonry - Results from #276

A angústia, o desejo e a psicopatologia

Por Sérgio Rossoni Conforme definição, entendemos o conceito de phantasia como a imaginação elaborativa das funções corporais. “Roteiro imaginário em que o sujeito está presente e que representa, de modo mais ou menos deformado pelos processos defensivos, a realização de um desejo, em última análise, de um desejo inconsciente”. (Laplanche e Pontalis – pg. 169 – Vocabulário de Psicanálise). Logo, podemos ampliar nosso conceito de phantasia definindo-a como um mecanismo de defesa contra a ansiedade, e através dela, o ser busca a realização de seu desejo inconsciente. Por um lado, a angustia real da não realização do desejo maior, o alcance da plenitude, é contrabalançada pela phantasia que visa a esperança desta realização. Se a phantasia luta contra a realidade que angustia, por sua vez, o ego vai criar uma serie de mecanismos de defesa (cisão, dissociação, idealização, introjeção e projeção, repressão, etc.), ou resistências conforme definição de Freud, visando garantir o sucesso desta realização em busca do prazer maior, procurando afastar mais ainda esta realidade indesejada, ou seja, afastar mais e mais a realidade nua e crua do ser. Hanna Segal destaca que no interpretar os mecanismos de defesa para o analisando, interpretamos e o ajudamos a reviver suas phantasias contidas nos mecanismos. Partindo do ponto de vista lacaniano, todos nós temos ou uma estrutura neurótica, ou psicótica, diferentemente da escola inglesa que defende o conceito de que todos nós possuímos estas estruturas ao mesmo tempo. Assim, todos nós temos um pouco de cada uma destas partes em diferentes graus. Logo, surgem outras definições claras a respeito da phantasia como ruptura ética em relação ao desenvolvimento do indivíduo; Forma que o indivíduo encontra para dar conta de sua fratura ética (algo que aponta para uma falha). A phantasia nasce de uma falha, e aponta para o outro o que ele está fazendo e espera que aconteça. Ao mesmo tempo, é uma forma de compromisso entre o ego que vai tentar através de suas resistências, fugir da realidade, e o superego que por outro lado vai tentar jogar o ser no real de forma as vezes cruel e direta. A esperança phantasiosa se faz necessária para equilibrar estes dois mundos – imaginário e real. Destes mecanismos de defesa, a idealização é a última cartada do ser, em busca desta ilusão. Ao final do período edípico, o ser se identifica com seu suposto rival, na esperança de um dia obter seu desejo phantasioso realizado. A identificação faz parte da esperança. Neste período (final do Édipo), a criança realiza então o que chamamos de idealização secundária, sendo a primária a identificação com sua mãe, tendo então a percepção de si próprio.Podemos entender então que o superego bem como o ideal do ego, são frutos destas identificações. Na primária, surge o ideal do ego (aquilo que esperam que eu seja). Na secundária, surge o superego dizendo: “Você vai ter que ser igualzinho a ele”. Quando eu olho para este superego, estou diante, vendo esta identificação. O neurótico vai fazer uma identificação parcial, enquanto o histérico uma identificação excluindo os órgãos genitais.É importante diferenciar identificação de introjeção. Na introjeção, eu coloco para dentro, e somente assim, eu poderei me identificar. Aquilo que foi introjetado e é sentido como um objeto mau, eu vou projetar para fora, embora na projeção, acabe projetando partes também boas também do objeto internalizado. Posteriormente vou reintrojetar tudo novamente. A projeção é um mecanismo neurótico de deslocamento (nível simbólico), enquanto a identificação projetiva é psicótica. Da negação ou recusa, entendemos o mecanismo de onipotência, onde o ser, simplesmente nega a realidade, como se se joga fora um pedaço desta, e colocasse em seu lugar aquilo que desejar. Entendemos assim a onipotência, pelo fato desta defesa nos fazer sentir que dominamos por completo nossos objetos, fazendo com eles o que quisermos. A cisão implica em dividir objetos bons e maus. Assim como as outras defesas são necessárias para contrabalançar a dura realidade, é a cisão responsável por colocar em ordem a bagunça inicial do mundo interno do ser. No início, objeto bom e mau não são percebidos como duas coisas distintas. É necessário esta cisão para simbolizar este conceito e organizar assim o mundo interno. Quando o ser separa suas imagos através desta cisão, surge também a idealização. Eu idealizo os objetos bons e protetores, contra os maus perseguidores. Mais tarde, no que Melanie Klein nomeou de Posição Depressiva, o ego mais integrado, vai perceber os objetos bons e maus como um só. Logo, nasce a culpa pela destruição deste objeto e a gratidão. Nesta fase, começamos a entender o conceito de “assumir suas responsabilidades’, bem como lidar com as perdas, a reparação, a culpa, etc. Assim, podemos dividir a ansiedade em três partes: 01. Confusional – antes da cisão, o mundo é um todo. Objetos bons e maus não se distinguem 02. Persecutória – Já posso identificar os objetos através da cisão. Agora, eu tenho um objeto bom que me protege, e um objeto mau que me persegue. 03. Depressiva – Percebo que o objeto bom e mau são um só. Sinto-me culpado por tê-lo destruído, e grato por tudo que recebi. Desejo reparar os danos que causei. No final, o que devemos discutir e analisar é a phantasia do analisando. Através de suas phantasias, mergulhamos em seu mundo interno recalcado, percebendo suas defesas equalizando suas ansiedades.
CONSIDERACOES_PSICANAL_ADOCAO Blog Masonry - Results from #276

Considerações psicanalíticas sobre a adoção

Por Paula de Freitas Marcondes - Se a base saudável de nosso psiquismo vem de nossa infância e se situa mais especificamente na mãe suficientemente boa, segundo Donald Winnicott, como devemos analisar uma pessoa que foi inicialmente abandonada por sua progenitora? Qual a possibilidade de reparação para este abandono inicial? A mulher que adota pode vir a ser esta mãe boa o suficiente? Portanto, como se falar em adoção a partir de teorias psicanalíticas? Entregar uma criança para adoção pressupõe mil justificativas, mas o que podemos perceber como mais comuns são: 1) Esta criança não era desejada;2) Essa mãe não tinha condições psíquicas de lidar com um filho;3) Situações socioeconômicas levaram a tal decisão.    Portanto, nem sempre a criança foi totalmente rejeitada, mas sim a necessidade de criá-la é que não pode ser atendida. Através dos estudos do módulo de Dinâmicas Familiares pretendo achar respostas para as indagações iniciais.   Winnicott descreve o desenvolvimento psíquico através de três etapas fundamentais: a integração, a personalização e percepção da realidade. Para passar por elas, e chegar ao estágio de perceber o próprio self, é de suma importância que o desenvolvimento psíquico da criança seja saudável. Para que isso aconteça, o que há de mais importante é a presença de uma mãe suficientemente boa.    O que significa ser uma mãe boa o suficiente? É aquela que está presente, sustentando as transformações deste bebê. Todos os dias esta mãe está ali cuidando, dando amor e suprindo as necessidades básicas deste pequeno ser em formação.    Não é a perfeição que traz o bom resultado, é a constância de uma relação em equilíbrio e este equilíbrio pressupõe os não acertos também. O bebê só será capaz de adquirir a noção de seu corpo e, posteriormente se ver como indivíduo, se houver a segurança que esta mãe se faz presente.    Mas quem é esta mãe? Só a biológica pode fornecer esse amor? O dito popular “mãe é quem cria e não quem põe no mundo” tem sua razão. Uma mãe adotiva presente diariamente, sustentando os choros do bebê, dando os cuidados essenciais e desenvolvendo uma relação com este bebê também é a mãe suficientemente boa de Winnicott. A rejeição inicial pode e deve vir a ser trabalhada posteriormente - talvez em idade adulta - para que esse indivíduo entenda sua origem. Mas isso não diminui o fato de que houve uma mãe constante e que deu amor para este bebê, além das condições para que ele desenvolvesse seu psiquismo de forma positiva.    Alessandra Piolontelli desenvolveu uma pesquisa onde a continuidade pré e pós parto é colocada em evidência. Os fetos têm padrões individuais de desenvolvimento dentro do ventre e muitas destas características e movimentos de um feto puderam ser notados durante o desenvolvimento de uma criança em sua primeira década de vida. Podemos olhar isso, em uma criança de lar adotivo, de duas formas: 1) Esse desenvolvimento é interrompido com a mudança de lar;2) Esse desenvolvimento é uma prova de que há comportamentos da criança que são anteriores ao cuidado materno pós nascimento.    Se há a interrupção, cabe a nova mãe descobrir e aprender quem é esse filho que ela não teve a oportunidade de sentir em seu ventre. Qual é essa transgeracionalidade que foi interrompida? Se há comportamentos intrínsecos ao bebê, há características do desenvolvimento psíquico que ocorrerão independente do fato da mãe suficientemente boa ser ou não biológica. Há uma “re-trans-geracionalidade” que também será transmitida para esta criança no novo seio familiar em que ela foi inserida. Ambas as alternativas mostram a possibilidade de uma mãe adotiva superar o trauma de uma rejeição inicial enfrentada por este bebê.    Se René Spitz lida com a questão do objeto na relação mãe-bebê e coloca esse objeto de relacionamento como resultado dessa interação, fica mais claro ainda a chance de uma mãe adotiva desenvolver um vínculo com seu bebê de forma construtiva.  É da satisfação desta relação inicial que o bebê poderá tomar conhecimento desta mãe e vir a sorrir e entender o sorriso dela. Assim como Melanie Klein, René mostra que é da relação objetal satisfatória que se dará o desenvolvimento psíquico adequado deste ser.    Se analisarmos pelas fases de Margareth Mahler podemos entender que eventuais falhas desta mãe não-biológica podem vir dos momentos iniciais, principalmente a autista e a simbiótica, nas quais eventuais faltas podem levar ao autismo ou esquizofrenia. A partir de um estudo de fases conseguimos concluir também que o momento da adoção desta criança pode ser fundamental para entender o desenvolvimento posterior de sua psique. Essa criança foi adotada recém-nascida? Ficou os primeiros meses de vida em um orfanato? Teve uma mãe biológica no início e depois perdeu? Foi adotada quando já era maior? Cada pergunta remete a análise individual de cada fase que esta criança passou com ou sem uma mãe presente. E isso resultará em formas de desenvolvimento menos ou mais problemáticas. Porque segundo Mahler, “a criança ganha confiança na sua mãe, de que sua mãe a entende, que sua mãe está ali e sempre estará ali”. Isso é a segurança, isso possibilita que a criança não sinta o vazio, o medo da morte.    Já Bowlby nos mostra que o “vínculo é uma necessidade psicológica e que os primeiros vínculos vão dar a tônica de todos os outros vínculos do indivíduo até sua sepultura”. A força dessa frase reside em outra afirmação dita por ele de que “os problemas vinculares devem ser investigados no real e não no psiquismo. Nesse real eu encontro respostas às suas perguntas e não no imaginário.” Se levarmos essas afirmações para um lar adotivo podemos compreender que o mais importante para a superação de um primeiro abandono é o vínculo que será estabelecido neste novo lar e eventuais problemas a serem lidados devem ser enfrentados com o que ocorre na vida real e não só em um imaginário de abandono.    Novamente é possível afirmar que uma mãe presente, como amor e cuidados constantes e sendo apoiada por uma família são de fato o que uma criança precisa para o desenvolvimento saudável. E isso independe do fato de ser essa família biológica.    A estrutura familiar se mostra tão importante quando os genes familiares. Lacan explica que “a significação de um indivíduo está em função de uma estrutura e não nele mesmo.” E esta estrutura é o lugar que este filho adquire frente a este pai e a esta mãe. O rompimento de laços afetivos primórdios deixa marcas, mas a qualidade das vivências com uma nova família serão essenciais para a estruturação deste indivíduo.    Finalizando com Winnicott - sempre um otimista em relação ao potencial que a criança tem para o desenvolvimento - o ambiente em que uma pessoa será criada é de fundamental importância. Se esse ambiente é com a mãe e família biológica, mas não é adequado, o potencial para desenvolvimento saudável pode vir a fracassar do mesmo jeito e até mais do que com uma família adotiva. Se levarmos em conta que uma pessoa ou um casal que adota uma criança geralmente o faz pela enorme vontade de ter um filho, já vemos um grande ponto positivo na recepção desta criança neste novo lar.    Além de tudo isso, levando em conta que cada indivíduo é singular assim como a sua forma de encarar o mundo e lidar com seu sofrimento e as pessoas reagem de forma única aos eventos psíquicos, podemos dizer que tanto pais adotivos quanto biológicos podem ser ou não ser bem sucedidos em dar o suporte necessário aos seus filhos. Para isso é  essencial proporcionar um ambiente favorável onde haja, principalmente, amor. Ser pai e mãe de fato pressupõe esse amor, essa entrega. E essa doação significa também mostrar a verdade para esta criança e jamais renegar que há uma história dela que ficou para trás, que tomou um novo rumo.
RELACAO_SINTOMA_SONHOS Blog Masonry - Results from #276

Relação entre sintoma e os nossos sonhos

Por João Jorge Correa -  A princípio, na literatura, entende-se o sintoma como sendo uma expressão do recalcado e seria, por sua vez, a realização de fantasias constituídas por conteúdos de caráter sexual provenientes das pulsões do sujeito. É possível afirmar que o sintoma carrega consigo um sentido que é tipicamente inconsciente e que insiste em informar algo para o sujeito que na maioria das vezes sequer tem conhecimento do conteúdo dessa informação, todavia “sofre” os seus efeitos. Assim, se no sintoma está parte da realização sexual do sujeito por intermédio das suas fantasias oriundas das pulsões, e que informa algo, podemos indicar como sendo, o sintoma, um espaço onde está compartilhado o sofrimento. Entretanto, o sujeito não consegue discernir a compreensão desse processo. O sonho, por sua vez, seria uma forma de caminho ao inconsciente. De caminho em direção aos desejos inconscientes e que ao fazer esse movimento busca promover certa descarga, que é sempre parcial. Freud em seus escritos arrisca dizer que os sonhos são uma espécie de alucinação. Em relação aos sonhos, em diferenciação no que tange os sintomas, aqueles são linguagens que se constroem a partir de imagens e aí estaria o princípio, ou um dos princípios, que marcam algumas dificuldades para sua compreensão: como imagens são diferentes de palavras e apresentam maior ambiguidade e afloram contradições torna-se muito complexa a tarefa do analista promover a interpretação dos sonhos. Esta dificuldade ampara-se nas próprias distorções produzidas no sonho o que afeta sobremaneira os mecanismos e instrumentos de análise e decifração devido à quase irreconhecibilidade dos processos oníricos. Pode-se dizer que o sonho é a realização de um desejo, mas não um desejo qualquer uma vez que estão retidos no inconsciente. Em outras palavras, o sonho é a realização de um desejo que se dá através do inconsciente que tem acesso as estruturas de linguagem através de alucinações, porém sem motilidade. Para se chegar ao sonho existem dois caminhos: um se daria através de deslocamentos e o outro por intermédio de condensação. Estas duas trajetórias possíveis constituem o que se convencionou chamar de processos de elaboração dos sonhos. Esses dois elementos estão relacionados com as estruturas de linguagens onde encontramos os significados e os seus respectivos significantes. Teoricamente, podemos nos deparar com um significante e uma série de significados para si. A interpretação dos sonhos proporcionaria, em síntese, a compreensão destes processos de deslocamento e condensação. De alguma forma pode-se afirmar que o sintoma está envolvido nesse dilema dialógico entre significado, significantes, deslocamentos e condensação. Ele (sintoma) se envolve na medida em que busca expressar algo que o sujeito não diz e que, também, devido ao recalcamento, não dá conta de explicar o que se passa. Assim, o sintoma se “manifesta” no corpo, ou seja, o corpo “fala”, indica, sugere aquilo que o sujeito não consegue verbalizar. Enfim, o sintoma pode ser qualificado como integrante do campo dos pensamentos que deixaram de ter significado até o analista conseguir ouvi-lo e promover seu entendimento. Por fim, cumpre apontar uma ideia relevante apresentada por Freud: os sintomas também podem ser qualificados como instrumentos da realização de desejos e, o que os diferencia dos sonhos nessa ação é que no que tange aos sintomas existe uma espécie de compromisso entre o desejo em si e os elementos censuradores dos processos secundários. Freud denomina de primários os processos que ocorrem no inconsciente e, opostamente, de secundários aqueles que pertencem ao campo consciente. Trata-se de processos que influenciam a forma como o sujeito lida com a realidade e com as contradições e complexidades dela advindas, bem como almejam a satisfação de impulsos que nesses processos se originam. Em função desse quadro Freud busca a compreensão das inter-relações que ocorrem entre processos primários e secundários e, a partir de seus estudos, aponta (dentre outros elementos) dois mecanismos básicos que atuam na constituição do psiquismo do sujeito: a condensação e o deslocamento. É na obra “Interpretação dos Sonhos” que o autor em questão aborda estes dois conceitos fundamentais. O conceito de deslocamento diz respeito à possibilidade das ideias tomar de empréstimo como recurso da sua manifestação o sentido alheio que pertence à outra ideia. Isto quer dizer que de alguma forma ideias, imagens e/ou fatos de aparente baixa importância para o sujeito adquirem uma significação mais amena, enganando os instrumentos de censura desse sujeito e surgindo no conteúdo dos sonhos. Da mesma forma ocorre o processo inverso: ideias, imagens e/ou fatos nítidos e significativos no conteúdo do sonho que se elevam a essa condição pela associação com fatos, imagens e/ou ideias importantes e relevantes. O deslocamento constitui-se num mecanismo de substituição, por assim dizer, sobre elementos importantes que sofreram uma resistência. Neste sentido, o conceito de deslocamento está diretamente associado e relacionado aos mecanismos censuradores, sendo eles, por sua vez, que comandam as substituições de ideias que possam constituir-se em conflito. Já o conceito de condensação trata-se de um mecanismo que promove o significado de uma ideia, imagem e/ou fato completos a partir de uma pequena porção que os constitui. A condensação constitui-se com elemento central no trabalho do sonho. Ela seria o elemento diferenciador entre o conteúdo manifesto (carente de conteúdo) e o conteúdo propriamente latente (rico em detalhes e elementos constituintes). É por intermédio da condensação que se dá a aglomeração, isto é, a reunião dos diversos conteúdos que se encontram dispersos.
ANGUSTIA_DEFESAS Blog Masonry - Results from #276

As angústias e suas defesas

Por Sergio Rossoni -  Não sou bem resolvido, tenho muitos preconceitos. Um deles é contra a classe média. Além disso, sou cheio de maus hábitos: charutos, cachimbos, álcool, comida com sangue e não ando de bike. Para mim, o vício e a culpa são o centro da vida moral. Enfim, não sou uma pessoa muito saudável. Por isso, não sou de confiança. Mas não pense que sofro do fígado; sou apenas um fraco. Tenho uma amiga, muito inteligente, que costuma me chamar de "flagelo da classe média".Quando falo "classe média", não olhe para seu saldo bancário, olhe para dentro de si mesmo. Classe média é um estado de espírito, e não apenas uma "alíquota" do imposto de renda ou o tipo de cartão de crédito que você tem. Por maior que seja a variedade entre os seres humanos no que tange à raças diversas, cores, cultura e costumes, nossos temores e angustias mais profundas enraizadas em nosso inconsciente são as mesmas em todos os homens.Medo da morte, da solidão, angustia do abandono, perguntas sem respostas (de onde vim, para onde vou?), sentir-se frágil diante do mundo externo, etc, estão presentes no ser desde o início da vida, ou melhor, o inicio da vida é a largada para a origem dos medos. Medo de perder a vida, ser destruído, o grande conflito entre o que conhecemos com o nome de pulsão de vida versus pulsão de morte. Nos defendemos destes medos e inseguranças criando phantasias, entre outros mecanismos de defesas. Um exemplo disso, citando Melanie Klein, é o processo de idealização que um bebê de um objeto (mãe), criando em seu mundo interno a imagem de uma mãe muito boa que irá defende-lo contra uma mãe má, ou objeto mau. De certa forma, nossos medos e angustias são os mesmos. Quando identificamos a phantasia de um ser, estamos automaticamente acessando a phantasia de todos. Todos nós queremos o nirvana; todos nós tememos a morte, a destruição; Todos nós tememos a solidão, o abandono, etc. Durante certo tempo, dentro de um tratamento analítico, as phantasias apresentadas pelo analisando são básicas, idênticas a todos, podendo ser facilmente identificadas pelo analista, já que os medos e angustias não variam muito. Questões edípicas (medo da solidão), por exemplo, aparecem constantemente em diversos casos, bem como outros medos em comum, facilitando o trabalho do analista  de forma geral.  No entanto, após um período, as phantasias começam a ganhar complexidade, de acordo com a história de cada um. Cabe ao analista interpretar estes conteúdos trazidos pelo analisando e informá-lo sobre suas phantasias e seus mecanismos de defesa utilizadas pelo ego. Para Melanie Klein, interpretar é o resultado da somatória entre conjunto de palavras, o setting, a transferência e a intuição do analista. Sendo assim, o analista deve se perguntar sempre em relação ao seu analisando: Qual é o seu medo?   Qual é o seu desejo? Tais perguntas podem ser utilizadas dentro de um contexto que sirva para o analisando visualizar sua situação. No entanto, normalmente não deve-se utilizar tais perguntas de forma direta e certeira. Lembremos que o analisando no inicio não tem a menor noção do que sejam suas phantasias ou medos, etc. Logo, para se formular uma interpretação é necessário saber qual é a phantasia do analisando, acessando assim seus conteúdos e medos, bem como as defesas utilizadas pelo ego. Não é possível interpretar somente com base nas defesas do ego. As mesmas defesas são utilizadas para phantasias distintas. Para se chegar a uma conclusão, deve-se observar o todo: phantasia + medo +defesa. Toda interpretação deve conter ansiedades e defesas.Até meados de 1923, Freud teve seu estudo dirigido para o desejo libidinal. Após 1923, em o ego e o id, bem como em inibições, sintomas e ansiedades, sua faceta passa a ser as defesas utilizadas pelo ego. Tais defesas são expressas em phantasias, que pode ser entendida como a forma com que eu acho que as coisas a minha volta funcionam. No entanto, as coisas a nossa volta nem sempre acontecem da forma como desejamos. Daí, frustrações, medos, etc. O mundo não corresponde à minha phantasia. Assim, as defesas servem como escudos contra a realidade nua e crua. No entanto, tais defesas são necessárias em certa medida para se obter um certo equilíbrio entre o mundo real e o mundo interno do ser. Muitas vezes, retirar tais defesas de imediato podem lançar o homem em direção ao caos. Seria como retirar a muleta do aleijado, que necessita do acessório para andar. Por outro lado, viver na phantasia desequilibra o ser, causando dor e frustração. Gostaria de dar um exemplo: Minha phantasia é achar que sou o melhor em tudo o que faço. Minha frustração é que perceber que o mundo não me reconhece como eu gostaria. Minha realidade é que sou normal, nem gênio, nem ignorante, nem melhor nem pior, etc. Sou um ser normal idêntico à milhares, carregando em mim qualidades e defeitos.  Meu alívio é perceber que ser bom em tudo é impossível, algo phantasioso. Meu ego pode utilizar, por exemplo, da onipotência, como defesa contra meu medo em perceber o quanto sou frágil, com medo de ser destruído, etc. Assim, posso interpretar a phantasia = sou o melhor Defesa = onipotência Realidade = Sou igual a todos no mundo. Não existe super homem. Segundo Freud, nossas angustias e medos são estão enraizados no passado, ligadas à primeira infância. Freud com as fases ou Melanie Klein com as posições, entre outros psicanalistas, deixam claro sobre a origem de nossas dificuldades terem suas raízes no nascer, algumas até mesmo já embutidas no ser. No entanto, tudo é revivido sempre, através da transferência. Minhas defesas permanecem atuando todo tempo diante de problemas atuais que se assemelhem aos do passado, fazendo com que eu assuma a mesma postura. Assim, o passado é importante, mas ele continua vivo no presente, no aqui e agora. Não é necessário que o analista mergulhe somente na historia passada de seu analisando. Um exame é importante, porém, mais importante do que isso é perceber que as phantasias e defesas continuam agindo no presente, da mesma forma. O analista deve se ater ao fato do aqui e agora. Toda phantasia se apresenta como um tipo de medo. Na histeria, por exemplo, está contido o medo de crescer, medo do mundo externo, medo de qualquer coisa que aponte o contrário da minha crença de que sou o melhor do mundo em tudo, medo de que as pessoas não façam aquilo que eu desejo, medo de ficar sozinho, medo de encarar minha imperfeição, medo de que o outro não me dê atenção, que neste caso seria uma obrigação do outro. Meu mundo externo é mau, repleto de coisas más, contrario do meu mundo interno. Neste caso o objeto bom está internalizado, sendo o mundo externo mau.
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Histeria e relações de objeto

Por Sérgio Rossoni - Classe de neuroses que apresentam quadros clínicos muito variados. As duas formas sintomáticas mais bem identificadas são a histeria de conversão, em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos, paroxísticos ou mais duradouros, e a histeria de angustia, em que a angustia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior (fobias). Pretende-se encontrar a especificidade da histeria na predominância de um certo tipo de identificação e de certos mecanismos (particularmente o recalque, muitas vezes manifesto), e no aflorar do conflito edipiano que se desenrola principalmente nos registros libidinais fálico e oral”. – Laplanche e Pontalis – pág. 211 – Vocabulário de Psicanálise. O histérico testemunha um intenso amor materno por parte de sua mãe, porém, inconscientemente, existe uma recusa por parte do self materno do desejo pelo corpo sexual do bebê. Os genitais causam repulsa e estranheza nesta mãe que pretende ver em seu filho, somente uma espécie de ser assexuado. Na identificação posterior, o histérico(a) vai buscar seu significado para sua mãe, representando então aquilo que acredita ser o desejo da mãe. Na época em que ocorre a epifania sexual, onde a criança descobre que o mundo é constituído por objetos sexuais a partir de seus impulsos libidinais, enquanto para a criança não histérica sua mãe passa a ser vista não mais como objeto materno, mas principalmente como objeto de desejo, para a criança histérica a sexualidade torna-se uma ameaça diante da relação mãe-bebê. O histérico vai dessexualizar sua mãe, persistindo na ideia original do desejo materno. O pai torna-se o grande vilão no período edípico. Aquele que ameaça esta relação perfeita de conto de fadas, onde somente existe uma espécie de pureza histérica. Posteriormente, a criança histérica aceitara o pai, na medida em que é impossível não aceita-lo, já que este é de fato o marido de sua mãe, porém, criará a imagem de um pai igualmente dessexualizado. O histérico irá lutar para preservar a criança inocente, opondo-se ao crescimento do self, criando a imagem de uma mãe “Madona”, e tornando-se o garotinho(a) perfeito(a), atendendo assim ao desejo do outro. Este outro, sua mãe ideal, repudia por completo a sexualidade e deseja seu garotinho(a) eterno. Logo, na phantasia histérica, o ser vive representando este papel. Ocorre uma espécie de substituição da satisfação sexual pela satisfação sagrada, santificada. O gozo é algo que eleva seu espírito ao céu. Cristopher Bollas em seu livro “Hysteria” descreve que “Fazer amor para o histérico implica em uma troca do corpo pela alma”. Ainda em seu livro “Hysteria”, Bollas descreve: “Amor do histérico é a preocupação autoerótica projetada no outro, e logo, que esse outro se destaca da figura ideal na mente, vem a decepção. Não compartilha conhecimento erótico – o outro é uma figura com quem se masturba. Buscam nas preliminares a finalidade da sexualidade. Sua satisfação esta ligada a frustração e desistência”. O corpo passa a ser um objeto erótico do histérico. Sua satisfação sexual esta nas preliminares, uma vez que sua mãe repudiou seu órgão genital e de certa forma distribuiu este desejo sexual para outras partes do corpo. O cuidado excessivo com o corpo pode representar a construção deste personagem autoerótico, que seduz, eleva-se aos céus como ser puro e mantém sua relação infantil representando o personagem criado pelo desejo de sua mãe. David Zimerman descreve algumas características clínicas do histérico: “Existência de uma mãe histerogênica – próxima e distante, dedicada e indiferente; Usa a criança como uma vitrine sua para se exibir aos outros; Projeta nos filhos sua própria estrutura histérica. Meninos: as mães são sedutoras; desenvolvem um clima de expectativas narcisistas Meninas: Pai sedutor e frustrador ao mesmo tempo; Ansiedades existentes: angustia de castração; cair em um estado de desamparo; baixa autoestima; medo da perda do amor dos pais ambíguos entre outra”. (David Zimerman – Histeria – Manual de técnica Psicanalítica) J.D. Nasio define histeria como um desejo sexual infantil vivido na cabeça de um adulto e cujo objeto não é um homem ou uma mulher, mas uma criatura forte ou fraca. O histérico vive seu parceiro como uma criatura castrada e onipotente, e não como um homem e mulher. Complementa dizendo que a histeria sofrida por um adulto foi provocada outrora por um violento abalo ocorrido em sua sexualidade de criança. (J.D. Nasio – Édipo) Para o histérico, o mundo é cruel, privando-o das coisas boas. Assim, coloca-se sempre na posição de vitima e mártir. Seu objeto bom está internalizado. O mundo externo contém os objetos maus. em seu livro “Édipo”, J.D. Nasio define Falo para a mulher como “medo de deixar de ser amada’. O histérico resolve esta questão representando seu personagem assexuado, como uma criança pura e perfeita, obtendo assim o amor eterno de sua mãe “madona’.
XIV%20Jornada%20EPP-Ekatus%20-%20A%20Lingua%20da%20Psicanalise Blog Masonry - Results from #276

XIV Jornada EPP/Instituto Ékatus: A Língua da Psicanálise - 09/12/2023

Segundo Vilém Flusser cada língua cria uma realidade distinta. Essa jornada será dedicada a pensarmos em que realidades as línguas de Freud, Klein e Bion criam em nossos consultórios. Qual é a técnica e que impactos éticos temos em cada um deles? Data/horário: 09/12/2023 (sábado) 09:00hs  Programação:  09:00 - 10:50 - Painel: Ontem? - com Ale Esclapes (Instituto Ékatus) e Patrícia de Pádua (Instituto Ékatus) 11:00 - 13:00 - Painel: Hoje? - com Fábio Sipaúba (Instituto Ékatus) e Leandro Stitzman (Instituto Ékatus / APC) 13:00 - 14:00 - E agora? - Discussão entre todos os participantes. Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Ale Esclapes; Adriane Watanabe; Fernanda Hisaba; Giuliana Sagulo; Lilian Afonso e Mauro Costa. Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Evento%20-%20Perguntas%20para%20a%20geracao%20X%20-%20sobre%20a%20fluidez%20identitaria Blog Masonry - Results from #276

Evento: Perguntas para a geração "X" - sobre a fluidez identitária - com a psicanalista Manola Vidal - 31/10/2023

Convidada: Manola Vidal - Psicanalista, Mestre e Doutora em Saúde da Mulher, Pós-doutora em Psicanálise e Saúde Mental. Pós graduada em Psicanálise e Gênero. Muito se fala sobre novas identidades sexuais, mas ... do que mesmo estamos falando? Por que novas? O que há de novo? Nesse encontro teremos o prazer de receber a psicanalista Manola Vidal para uma conversa sobre questões que envolvem o que estamos chamando carinhosamente e respeitosamente aqui de geração "X", e de como se abortar eticamente esse tema nos nossos consultórios.  Data/horário: 31/10/2023 (terça-feira) 20:00hs  Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Ale Esclapes; Adriane Watanabe; Fernanda Hisaba; Giuliana Sagulo; Mauro Costa; Tatiana Costa e Thais Polimeni. Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Lancamento%20do%20Livro%20-%20Inconsciente%20nuvem%20infinita Blog Masonry - Results from #276

Lançamento do Livro - Inconsciente, nuvem infinita com o psicanalista Ignacio Gerber - 26/09/2023

Neste livro, baseado em preciosa bibliografia ocidental e oriental, que se estende da antiguidade até a contemporaneidade, podem ser encontrados apoios e referências para quem é obrigado a navegar por águas perigosas e não quer ser levado pelo canto das sereias. Vivemos em tempos difíceis numa situação que o tema de uma das Bienais recentes expressa com clareza: "O velho mundo está morrendo e o novo demora a nascer. Nesse claro-escuro surgem os monstros". Fugindo de monstros imaginários, que emergem do inconsciente, estimulados pela dificuldade de enxergar, muitos se agarram a escombros do passado ou a ilusões sobre o presente e o futuro. Consciente e Inconsciente se misturam numa névoa que ora provoca medo ora confere esperanças. Um clima de pesadelo no qual oportunistas surgem com soluções simples e milagrosas empurrando os desesperados para o abismo. Nossa competência é muito limitada para lidar com a complexidade das coisas. Para poder rever, reformar e utilizar tudo o que for aproveitável da experiência e da aprendizagem acumulada pela humanidade em muitos milhares de anos, muita prudência e humildade são necessárias. Todo conhecimento é frágil e provisório e nunca é mais do que uma gota no imenso oceano do universo. Apesar de tudo, a consciência disso é a nossa mais segura bússola. Claudio Rossi Data/horário: 26/09/2023 (terça-feira) 20:30hs Autor: Ignacio Gerber - Psicanalista atuante em São Paulo. Membro efetivo e docente na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Acompanha as ideias de Bion desde os anos 80, tendo artigos e livros publicados no Brasil e no exterior, sendo o livro mais recente “Por que Bion”, em colaboração com Luís Cláudio Figueiredo. Está programando este ano o lançamento de “Inconsciente Nuvem Infinita”, pela editora Blucher. É membro fundador do Cetrans – Centro Brasileiro de Transdisciplinaridade. Violoncelista e Regente de Coral. Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Maria Foster, Mauro Costa, Sueli Matsuki e Tatiana Costa. Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Evento%20-%20Psicanalise%20e%20Direito%20de%20Familia Blog Masonry - Results from #276

Evento: Psicanálise e Direito de Família com os psicanalistas Ale Esclapes e Luciana Pegorari - 19/09/2023

No direito de família muitas vezes questões emocionais se sobrepõe aos aspectos jurídicos envolvidos. Nesse dia teremos a oportunidade de discutir junto com a advogada e psicanalista Luciana Pegorari e o psicanalista Ale Esclapes alguns aspectos que envolvem esse turbilhão emocional nas separações e litígios familiares.  Data/horário: 19/09/2023 (terça-feira) 20hs Convidado: Ale Esclapes e Luciana Pegorari - Psicanalistas, membros efetivos da Escola Paulista de Psicanalise e do Instituto Ékatus Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Maria Foster, Mauro Costa, Sueli Matsuki e Tatiana Costa. Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Evento%20-%20Minha%20vida%20na%20Africa Blog Masonry - Results from #276

Evento: Minha vida na África com a psicanalista Fabíola Rodrigues - 05/09/2023

Nesse encontro a psicanalista Fabíola Rodrigues nos contou um pouco de suas experiências emocionais em expedições aos cantos mais isolados da África. Muitas vezes essa experiência é semelhante à estranheza que temos diante dos nossos pacientes em nossos consultórios. Esse evento foi repleto de causos e mesmo que você não entenda nenhum conceito psicanalítico, conseguiu levar algum saber para a sua vida.  Data/horário: 05/09/2023 (terça-feira) 20hs Convidado: Fabíola Rodrigues - Psicanalista, membro efetivo da Escola Paulista de Psicanalise e do Instituto Ékatus Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Mauro Costa, Sueli Matsuki e Tatiana Costa. Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Coloquio%20-%20Lingua%20e%20realidade Blog Masonry - Results from #276

Colóquio: Língua e realidade com o filósofo Cristiano José e os psicanalistas Ale Esclapes e Maria Luiza Salomão - 02/09/2023

Esse evento pretende ser uma "discussão onírica" entre as interfaces da língua em suas diversas camadas, mas principalmente a poética na prática clínica de cada um de nós! Data/horário: 02/09/2023 (sábado) 09:00hs Convidados: Cristiano José - Me. Educação (FEUSP); e os psicanalsitas Ale Esclapes - Instituto Ékatus e Maria Luiza Salomão (SPB-SP). Investimento: Evento online, gratuito e realizado por videoconferência. Necessária a inscrição prévia, número de vagas limitadas.  Organização: Grupo Ateliê de Ideias - Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Maria Foster, Mauro Costa, Sueli Matsuki e Tatiana Costa. Haverá emissão de certificados de participação: Ao final do evento será disponibilizado um link para um formulário de pesquisa de satisfação e emissão de certificado válido somente para o dia do evento._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.