tr?id=1902345913565961&ev=PageView&noscript=1 Blog Masonry

Blog Masonry

Após Reverberações: Semana da Psicanálise EPP — Inscrições Abertas para Todos os Cursos

Após Reverberações: Semana da Psicanálise EPP — Inscrições Abertas para Todos os Cursos

A vida, essa intrincada tapeçaria de experiências e significados, raramente se revela em sua plenitude sem o olhar atento da introspecção. Após as ressonâncias dos nossos encontros “Reverberações”, a Escola Paulista de Psicanálise (EPP) convida a todos para a “Semana da Psicanálise”, um período dedicado ao aprofundamento das questões que nos habitam e nos movem. É um momento de pausa para a escuta, para o desvelar de camadas que, por vezes, permanecem ocultas sob o véu do cotidiano, permitindo que a luz da compreensão incida sobre a vastidão do psiquismo.
Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico na EPP

Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico na EPP

Na Escola Paulista de Psicanálise (EPP), acreditamos que o acesso ao conhecimento psicanalítico de qualidade é fundamental para a compreensão dos desafios do nosso tempo. É com essa premissa que apresentamos a Pós-Graduação em Psicanálise do Contemporâneo, uma modalidade EAD que integra a profundidade teórica com a flexibilidade necessária para o ritmo de vida atual. Este curso é um convite à reflexão sobre como a psicanálise, desde seus pilares freudianos até as contribuições de Melanie Klein, Winnicott e Bion, pode iluminar os complexos mecanismos do inconsciente e as bases do funcionamento psíquico, oferecendo uma formação completa e reconhecida pelo MEC.
Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico na EPP

Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico na EPP

A Psicanálise em Diálogo com o Tempo AtualA psicanálise, desde suas origens com Freud, tem se mostrado uma ferramenta essencial para a compreensão das complexidades do psiquismo humano. No cenário contemporâneo, onde as transformações sociais e tecnológicas se sucedem em ritmo acelerado, a necessidade de aprofundar o olhar psicanalítico sobre as novas configurações subjetivas e relacionais torna-se ainda mais premente. A EPP — Escola Paulista de Psicanálise, atenta a essa demanda, oferece a Pós-Graduação em Psicanálise do Contemporâneo na modalidade EAD, buscando conciliar a profundidade teórica com a flexibilidade que a vida moderna exige dos estudantes e profissionais.
Semana da Psicanálise EPP: Um Convite à Reflexão e Formação Contínua

Semana da Psicanálise EPP: Um Convite à Reflexão e Formação Contínua

A Escola Paulista de Psicanálise (EPP) tem o prazer de convidar a todos para a nossa "Semana da Psicanálise EPP", um evento dedicado à exploração profunda dos conceitos e aplicações da psicanálise no cenário atual. Em um mundo de constante transformação, compreender as dinâmicas do psiquismo humano torna-se não apenas um diferencial, mas uma necessidade essencial para profissionais e para aqueles que buscam um autoconhecimento mais estruturado. Nossos encontros são pensados para oferecer um espaço acolhedor e academicamente rigoroso, onde a teoria se encontra com a prática e a reflexão se aprofunda.
O Convite à Reflexão: A Semana da Psicanálise EPP e o Caminho do Saber

O Convite à Reflexão: A Semana da Psicanálise EPP e o Caminho do Saber

A jornada do conhecimento psicanalítico é um convite constante à reflexão, à escuta atenta e à compreensão das complexidades do ser. Na Escola Paulista de Psicanálise (EPP), acreditamos que essa jornada se enriquece no diálogo e na troca, por isso, promovemos regularmente encontros que reverberam o pensamento psicanalítico em suas múltiplas facetas. A Semana da Psicanálise EPP é um desses momentos privilegiados, um espaço onde a teoria se encontra com a prática e a contemporaneidade nos desafia a novos olhares.
A%20INTERPRETACAO Blog Masonry

A Interpretação de um Sonho

Por Karin C. Grabner -  Quando leio A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud, sinto que ele não está apenas explicando o que é o inconsciente, mas está ensinando a suportar a sua existência. Freud escreve como quem descobriu que o chão da casa não é maciço, mas oco em alguns pontos, e que, ainda assim, é preciso morar ali. O inconsciente, para ele, não é um porão escuro cheio de fantasmas folclóricos. É um sistema vivo, ativo, que deseja, que insiste, que retorna que funciona segundo leis próprias: desloca, condensa, deforma e disfarça. O sonho é a via régia justamente porque permite que o desejo atravesse essa censura, ainda que deformado. O que lembramos é sempre o conteúdo manifesto, a pequena narrativa que conseguimos contar. O que o sustenta é o conteúdo latente, inacessível de forma direta. A única forma de chegar perto é falar sem peneira. É assim que se toca o inconsciente: não pela lógica, mas pela deriva. Dia desses sonhei que estava na minha casa. Meus colegas de EPP estavam na varanda, rindo, tocando violão. A varanda, uma simbolização desse entre-lugar arquitetônico, nem dentro nem fora, um espaço de exposição, parece a borda da minha identidade. Estou justamente tentando ampliar essa borda, integrar a psicanálise à minha antiga vida profissional como arquiteta. O desejo está ali: trazer para dentro aquilo que antes era exterior. Ampliar o Eu. Então surge uma fissura na parede que divide a sala da varanda. A alegria é atravessada por uma rachadura. Meu desejo de expansão vem acompanhado de defesa e já carrega o medo do colapso. Se eu coloco tudo isso para dentro (esse novo saber, essa nova identidade) a estrutura suporta? E se não suportar? A fissura aumenta e rompe. A varanda cai. Todos caem. E então algo decisivo: ninguém morre. Estamos apenas no primeiro andar. O inconsciente parece ensaiar a catástrofe para torná-la suportável. A queda da antiga identidade, do ideal de competência absoluta, do ego que precisava ser mestre e agora na posição de estudante já não mais é. Porém a queda não é aniquiladora. Cair não é desaparecer. Depois da queda, minha mãe entra. Ela acusa: “Você colocou gente demais.” A culpa aparece. Minha mãe encarna essa instância que proíbe, que mede, que diz: foi excesso. Foi você. Desperto no auge da raiva. O afeto se torna intenso demais para continuar sendo sonhado. O sonho falha em conter a carga afetiva. A censura retoma seu posto. Quando acordo, conto tudo como se fosse uma narrativa coerente: o trabalho que organiza o sonho numa história aparentemente lógica, o que Freud denominou como a elaboração secundária. Mas o que vejo, ao costurar essas associações, é o conflito que Freud descreve como núcleo da neurose: desejo, defesa e culpa. O sonho mostra seu caráter de compromisso: o desejo de integrar a psicanálise e a voz que interdita. A estrutura parece a representar as bases formativas, e um pensamento me vem: “Talvez a sustentação nunca tenha sido suficiente”. E numa única imagem arquitetônica, o sonho condensa profissão, identidade, história e fragilidade estrutural. Se tento responder, então, o que é o inconsciente segundo Freud: é esse campo onde o desejo recalcado insiste. Como funciona? Nunca em frases lineares, ele fala em imagens condensadas, deslocadas, simbólicas, sempre negociando com a censura. Como se obtém acesso a ele? Pela associação livre, pela escuta do próprio sonho, aceitando que nunca chegaremos ao núcleo inteiro, porque sempre resta um ponto opaco, um umbigo do sonho que não se deixa traduzir. Dessa forma o inconsciente não se acessa por força, mas por escuta. Pela disposição de sustentar o desconforto de não saber exatamente o que estamos dizendo quando falamos, e assim a censura continua trabalhando, mesmo enquanto escrevo. Freud não promete clareza total. Ele oferece método. O inconsciente funciona como uma lógica subterrânea que insiste em se expressar. E talvez seja isso que Freud nos ensina: o inconsciente não se elimina. Ele se revela nas rachaduras. E, se tivermos coragem de olhar para elas, descobrimos que a estrutura pode tremer sem que a casa inteira desabe.
Psicanálise EAD: A Profundidade do Inconsciente ao Alcance da Flexibilidade Digital

Psicanálise EAD: A Profundidade do Inconsciente ao Alcance da Flexibilidade Digital

A Psicanálise e a Reconfiguração do Espaço de EstudoApós a instigante discussão em nosso Reverberações sobre a Psicanálise EAD, somos levados a uma reflexão sobre a natureza do conhecimento e sua transmissão. Onde reside a essência do aprendizado psicanalítico, se não na mente que o acolhe e na capacidade de ressoar com suas complexidades? A distância física, que outrora parecia um obstáculo intransponível, revela-se agora como uma ponte para a universalização do saber. Não é o espaço que confere profundidade, mas a qualidade da investigação e a seriedade do percurso. A EAD, neste sentido, não diminui, mas expande os horizontes da psicanálise, permitindo que suas verdades alcancem mentes ávidas em qualquer latitude.
Reverberações: A Semana da Psicanálise EPP e o Convite à Formação Contínua

Reverberações: A Semana da Psicanálise EPP e o Convite à Formação Contínua

A psicanálise, desde suas origens, tem se mostrado uma disciplina em constante movimento, capaz de lançar luz sobre as complexidades da experiência humana e os desafios de cada época. Na EPP — Escola Paulista de Psicanálise, compreendemos a importância de manter viva essa chama da investigação e da reflexão, convidando a todos para uma jornada de aprofundamento e descoberta. É com esse espírito que anunciamos a nossa 'Semana da Psicanálise EPP – Reverberações', um evento que celebra o saber psicanalítico e convida à formação contínua.
PODCAST_SEGUNDA Blog Masonry

O Podcast da Segunda

Por Rodrigo Lopes Barreto - Boa tarde, Seguiróticos1 ! Sejam bem-vindos a mais uma edição do meu podcast. Para quem não me conhece eu sou a Segunda Tópica, o programa de hoje está egotrip total, resolvi falar sobre minha origem e implicações na psicanálise. Convidei meu empresário, mentor e desenvolvedor, Sigmund Freud, que dispensa apresentações e Ivan Augusto, estudante de formação em psicanálise, que acabou de ser exposto a mim. Vou começar com tudo... eu sou melhor que a Primeira? Sigmund Freud- Estimada Segunda, não creio que melhor se encaixe nesta questão, podemos dizer que você foi uma evolução da Primeira, para começar, o conceito de consciente e inconsciente tinha um contexto geográfico, e passa a ser visto como uma qualidade do aparelho psíquico. Ivan Augusto- Li vários textos do Sr. Freud, e os conceitos que levam à Segunda Tópica aparecem progressivamente já no começo do século XX. É muito interessante observar a evolução do pensamento, que acredito eu, chega ao seu ápice no texto ‘O Eu e o Id’. Segunda Tópica- Sei! Ambos falaram em evolução, vai dizer que isso não é melhor? Mas deixa quieto... Ivan, fala um pouquinho pra gente da fase inicial dessa evolução (A Segunda faz sinal de ‘aspas’ com os dedos). Ivan Augusto- Já em 1905, os ensaios do Sr. Freud tratam da sexualidade infantil, das fases do desenvolvimento libidinal, fazendo relação entre essa sexualidade e o conteúdo que seria reprimido no inconsciente. Posteriormente aparecem os conceitos dos princípios do funcionamento mental. O Princípio de Prazer seria a atividade psíquica que tem como objetivo evitar o desprazer, ele funciona de forma econômica, sendo que desprazer seria tudo que provocasse aumento da tensão no aparelho psíquico, e prazer a sua redução. O Princípio de Prazer é imediatista, obedece a imperiosas exigências internas e... Olha as pulsões aí gente! (Gritou a Segunda Tópica, Ivan começa a rir e depois prossegue) Já o Princípio de Realidade regula e modifica o princípio de prazer, a busca pela satisfação não segue caminhos curtos, mas desvios, adiando suas recompensas em função das condições impostas pelo mundo externo. É legal que neste momento já aparecem os termos Eu-de-prazer e Eu-realidade. Segunda Tópica- Hummmmmm! No que será que isso vai dar? Segue daqui Tio Sig... Sigmund Freud- Ah Segunda! Encantadora como sempre, acho que você é minha extensão narcísica favorita! Logo em seguida desenvolvi o conceito de Pulsão, alguns preferem instinto, que é uma força psíquica interna, potente e constante que busca a satisfação de uma necessidade, inicialmente agrupei essas forças em instintos de autoconservação e instintos sexuais, e o destino deles pode ser a reversão ao contrário, voltar-se contra a própria pessoa, a repressão ou a sublimação. Esse conceito também evolui posteriormente... Segunda Tópica- O que eu ouvi foi você admitindo que eu sou sua favorita! Ivan, já que o Tio Sig me chamou de extensão narcísica, fala um pouco de narcisismo para nossos Seguiróticos. Ivan Augusto- Antes de narcisismo temos que falar de libido, libido é a quantidade de energia psíquica que investimos em algo ou alguém. O narcisismo é a porção da libido que é voltada para o eu. No início da vida psíquica ela é totalmente voltada ao eu (narcisismo primário), posteriormente deslocamos parte dessa energia libidinal para os objetos, e por vezes parte dessa energia deslocada é retraída para o eu novamente (narcisismo secundário). Um momento crítico no desenvolvimento da vida psíquica ocorre como consequência do complexo de castração, que esmorece o narcisismo original da criança. Na busca de um o substituto do narcisismo perdido da infância surge um ideal do eu, e uma instância psíquica que continuamente mede o eu atual pelo ideal de eu, visando assegurar essa satisfação narcísica. Essa instância também é citada na melancolia, quando toda a energia libidinal que foi investida em um objeto se volta de forma crítica contra uma porção do eu, e a toma como se fosse um objeto. E sabemos que esta instância crítica vai dar no... Segunda tópica- Supereu! Fiquei arrepiada! Tudo está se encaixando... E agora Tio Sig? Sigmund Freud- Chegou a hora de falar do que há além do princípio do prazer... (Freud dá um sorriso maroto) Nesse artigo eu observei que fontes de desprazer partem de dentro do aparelho psíquico, que não há proteção contra elas, e que as fontes destas excitações são as pulsões do organismo. Muito do nosso Eu é inconsciente e por vezes essas pulsões tentam trazer o que foi reprimido pelo organismo, gerando um embate entre o eu coerente e o eu reprimido. Esse reprimido é repetido pelo doente e o conteúdo desse reprimido vem da sexualidade infantil, e inclui o Complexo de Édipo e sua ferida narcísica. Podemos dividir as pulsões entre vida e morte, do embate entre elas inúmeros processos surgem na nossa psique. A Pulsão de morte é um impulso que pretende restaurar um estado anterior, que esse ser vivo teve de abandonar por conta de influências externas, perturbadoras e desviantes. Esse instinto quer regredir e alcançar o estado inanimado que havia antes, segundo ele o objetivo de toda a vida é a morte. Já a Pulsão de vida visa a manutenção, geração e perpetuação da vida e age contra os outros instintos cuja função conduz à morte. Segunda tópica- Que forte! Ivan, imagina o grau de inquietação que isso causa no indivíduo? Ivan Augusto- Pois é Segunda, a inquietação ou estranheza vem do termo em alemão usado pelo Sr. Freud, Heimlich, uma palavra tão complexa que pode significar familiar e oculto ao mesmo tempo! Sigmund Freud- Me desculpem ouvintes, mas se o português tem a palavra saudade, porque o alemão não pode ter Heimlich. Essa palavra nos conduz à incerteza e à ambiguidade, tem algo mais humano que a ambiguidade? Morte como objetivo da vida, desprazer no prazer, pulsões que se opõem, ideal e real, reprimido e repetido... Viver dói! Quando convicções antigas abandonadas são novamente confirmadas e quando vivências infantis reprimidas são avivadas... lá está o inquietante! Segunda Tópica- Vivências infantis Tio Sig? Fale-me mais sobre isso. (Freud começa a rir) Sigmund Freud- É o que eu sempre digo, o analista que negligência a análise da infância está cometendo um grave erro. É inegável a importância das primeiras vivências. Em alguns pacientes percebi que as fantasias podem ser o desfecho final de uma pré-história no desenvolvimento da sexualidade infantil. Vou citar como exemplo pacientes que relatavam a fantasia de ver um menino apanhando. A fantasia manifesta parece sádica, mas é a expressão masoquista de uma vontade reprimida de ser espancada pelo pai, oriunda da culpa por desejos incestuosos reprimidos no inconsciente. O Complexo de Édipo e a sexualidade infantil são o cerne da neurose, e o processo de neurotização é como lidamos com essas forças arcaicas reprimidas na nossa formação psíquica. Segunda Tópica- Ivan, nosso tempo está quase acabando, faz um resumo pra nós de como eu me estruturo depois de toda essa evolução e novos conceitos... (Ivan olha para Freud com medo). Ivan Augusto- Resumo? Vou tentar, imaginemos que o aparelho psíquico surja como uma grande massa. Essa massa contém diversos resíduos de vivências de Eus anteriores, a parte profunda dessa massa, que mantém esses resíduos e nossos instintos fundacionais é o Id, a parte mais superficial, em íntima relação com o meio externo é o Eu, que se desenvolve através dos estímulos e percepções recebidas. Completamente inconsciente, o Id é a sede das nossas organizações psíquicas mais arcaicas, nossas pulsões, instintos e de boa parte do que é reprimido, em especial elementos oriundos da sexualidade infantil. O Id é regido pelo princípio do prazer e quer dar vazão aos seus instintos através do Eu, que recebe essas sensações das camadas mais profunda do aparelho psíquico via percepção interna. O Eu tenta via o princípio da realidade fazer uma mediação entre as necessidades pulsionais do Id e a percepção da realidade externa. Sigmund Freud- Está indo bem, não se esqueça de falar do reprimido neste novo contexto. Ivan Augusto- O inconsciente não coincide com o reprimido, mas todo reprimido é inconsciente. A repressão parte do Eu sobre tendências psíquicas que devem ser retiradas da consciência. No Eu também há conteúdo inconsciente, que com um trabalho especial pode ser tornado consciente. Em resumo o indivíduo seria um Id psíquico, desconhecido e inconsciente, em cuja superfície se acha o Eu. Conforme o Eu se aprofunda ele conflui com o Id, de quem não é totalmente separado. O reprimido é separado do Eu pelas resistências, e conflui com o Id, de quem é apenas uma parte. O reprimido só se comunica com o Eu através do Id. E de onde vem Supereu? O Supereu é uma diferenciação do Eu em seu interior, que projeta o nosso Ideal de Eu, inalcançável e com relação menos estreita com o consciente. Nesse ideal se esconde a mais antiga e significativa relação do indivíduo: seus pais. Quando o Complexo de Édipo se esvai, o indivíduo precisa abandonar o investimento objetal em um dos genitores, mas surge a identificação com o outro. Essa dissolução resulta num precipitado no Eu, que contém o Ideal de Eu e forma o Supereu. O Supereu é um entreposto do Id dentro do Eu, o representante da relação com nossos pais, e que segue sendo alimentado também por novos estímulos, gerando por exemplo a consciência moral. Podemos comparar o Supereu a um pai que quer o melhor do seu filho, mas perde a mão, é impiedoso e gera um terrível sentimento de culpa, ele sempre lembra o Eu de sua anterior fraqueza e dependência. No fim das contas o Eu é um grande malabarista, tem que lidar com a realidade, as vontades pulsionais do Id, e com as exigências do Supereu. Pobre sede da angústia humana! Sigmund Freud- Parabéns Ivan! Segunda, antes de encerrar, me permite uma pergunta clichê? (A Segunda Tópica consente com a cabeça) Segunda Tópica por Segunda Tópica? Segunda Tópica- Inexoravelmente complexa! Continente! Pulsional! Friccional! Amalgamada!Lembrem-se sempre, se eu não fosse incrível Freud teria feito uma Terceira! Obrigada a todos e até o próximo podcast! Tchau Seguiróticos! Nota do autor1- Seguirótico – Contração de seguidor com neurótico.
Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico – Preparando o Terreno para o Colóquio

Psicanálise do Contemporâneo EAD: Acessibilidade e Rigor Acadêmico – Preparando o Terreno para o Colóquio

A Psicanálise na Era Digital: Desafios e PossibilidadesA Escola Paulista de Psicanálise (EPP) tem se dedicado a expandir o alcance do saber psicanalítico, e a Pós-Graduação em Psicanálise do Contemporâneo - EAD é um testemunho dessa missão. Em um cenário onde a demanda por flexibilidade e o acesso ao conhecimento se intensificam, a modalidade a distância emerge não apenas como uma alternativa, mas como uma potente ferramenta de democratização. Contudo, a questão que frequentemente se impõe é: como manter o rigor acadêmico e a profundidade teórica inerentes à psicanálise em um formato 100% online? Este questionamento, longe de ser um obstáculo, serve como um convite à reflexão e à inovação pedagógica, preparando o terreno para o nosso próximo Colóquio sobre o tema.
Reverberações: A Psicanálise e o Convite Social no Contemporâneo

Reverberações: A Psicanálise e o Convite Social no Contemporâneo

A psicanálise, desde suas origens, tem se debruçado sobre as complexidades do sujeito e sua relação com o mundo. Em um cenário social em constante mutação, a urgência de compreender as dinâmicas inconscientes que moldam nossas interações e nossa percepção da realidade se faz cada vez mais premente. É nesse contexto que as Reverberações da EPP propõem um mergulho na “Semana da Psicanálise EPP”, um convite à reflexão sobre como a psicanálise pode iluminar os desafios e as oportunidades que emergem do nosso convite social.