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Reverberações EPP: A Essência da Transferência e Contratransferência na Clínica Atual

Reverberações EPP: A Essência da Transferência e Contratransferência na Clínica Atual

Na jornada da psicanálise, alguns conceitos permanecem como pilares inabaláveis, mesmo diante das transformações sociais e clínicas que testemunhamos. A transferência e a contratransferência são, sem dúvida, dois desses fenômenos fundamentais, que continuam a nos convidar a uma profunda reflexão sobre a dinâmica da relação analítica. Compreender suas manifestações e seu manejo é essencial para qualquer profissional que se dedique à escuta do inconsciente, pois é nesse campo relacional que grande parte do trabalho terapêutico se desenrola e se potencializa.
Psicanálise e Contemporaneidade: Novos Sintomas – Uma Reflexão Preparatória

Psicanálise e Contemporaneidade: Novos Sintomas – Uma Reflexão Preparatória

A Psicanálise diante dos Desafios AtuaisA psicanálise, desde seus primórdios, sempre se debruçou sobre os impasses do sujeito em seu tempo, buscando decifrar as formações do inconsciente que se manifestam no mal-estar cultural. Em nossa era, somos confrontados por uma aceleração sem precedentes, onde as fronteiras entre o público e o privado se esvaem e a busca incessante por validação digital molda novas formas de sofrimento psíquico. Este cenário complexo nos impulsiona a questionar como a teoria psicanalítica pode nos auxiliar a decifrar os "novos sintomas" que emergem, exigindo uma escuta e uma teorização em constante movimento.
Transferência e Contratransferência: Pilares da Clínica Psicanalítica Atual

Transferência e Contratransferência: Pilares da Clínica Psicanalítica Atual

A psicanálise, desde seus primórdios com Freud, estabeleceu um campo de compreensão profunda sobre o psiquismo humano, e no cerne dessa exploração residem conceitos fundamentais como a transferência e a contratransferência. Estes não são meros termos técnicos, mas sim as lentes através das quais a dinâmica da relação analítica se revela, permitindo ao psicanalista acessar as camadas mais íntimas do inconsciente do paciente. Compreender a complexidade desses fenômenos é essencial para qualquer um que se dedique à prática clínica, pois eles delineiam o palco onde as curas e os insights mais significativos podem emergir.
A Essência da Formação Psicanalítica: Tripé e Supervisão na EPP

A Essência da Formação Psicanalítica: Tripé e Supervisão na EPP

A Jornada do Psicanalista: Um Compromisso com a ProfundidadeA formação do psicanalista é um percurso singular, que transcende o mero acúmulo de conhecimento teórico. Na Escola Paulista de Psicanálise (EPP), compreendemos essa jornada como um compromisso ético e existencial, fundamentado em pilares que garantem a profundidade e a responsabilidade da prática clínica. Este caminho, delineado por Freud, conhecido como o tripé psicanalítico, é a bússola que orienta a construção de um profissional apto a acolher as complexidades da alma humana, oferecendo um espaço de escuta e transformação.
Amanhã nos Reverberações: O Tripé e a Supervisão na Formação do Psicanalista

Amanhã nos Reverberações: O Tripé e a Supervisão na Formação do Psicanalista

A Essência da Formação PsicanalíticaNa Escola Paulista de Psicanálise (EPP), compreendemos que a jornada para se tornar um psicanalista é um caminho de profunda transformação e rigor acadêmico. É por isso que, amanhã, em nosso evento Reverberações, dedicaremos nossa atenção a um tema de suma importância: "A formação do psicanalista: tripé e supervisão". Este encontro é um convite à reflexão sobre os alicerces que sustentam uma prática clínica ética e eficaz, garantindo a solidez e a profundidade necessárias para o exercício da psicanálise no cenário contemporâneo. A EPP, com sua história de mais de 20 anos, tem como missão a transmissão de uma psicanálise viva e atuante.
A Formação do Psicanalista: O Tripé e a Essência da Supervisão na EPP

A Formação do Psicanalista: O Tripé e a Essência da Supervisão na EPP

A jornada para se tornar um psicanalista é um caminho de profunda imersão e transformação, que na Escola Paulista de Psicanálise (EPP) é cuidadosamente estruturado sobre alicerces que garantem não apenas o conhecimento teórico, mas também a capacidade de atuação clínica ética e sensível. O famoso tripé psicanalítico, concebido por Freud – composto por conhecimentos teóricos, análise pessoal e supervisão – é a bússola que orienta essa formação, assegurando que o futuro profissional esteja preparado para as complexidades do consultório.
Transferência e Contratransferência na Clínica Atual: Uma Reflexão Preparatória

Transferência e Contratransferência na Clínica Atual: Uma Reflexão Preparatória

A Dinâmica Inconsciente na Relação AnalíticaA psicanálise, em sua essência, constitui um campo de investigação e intervenção que se ergue sobre a complexa teia das relações humanas, e no cerne dessa teia, encontramos a transferência e a contratransferência. Estes não são meros conceitos abstratos, mas forças vivas que moldam o encontro entre analista e analisando, revelando as repetições inconscientes de padrões objetais e as ressonâncias emocionais que estes provocam. A transferência, como atualização de figuras significativas do passado no presente da relação analítica, oferece uma oportunidade ímpar para a elaboração de conflitos psíquicos profundos e para a reescrita de narrativas existenciais. É o palco onde o paciente encena seus dramas mais íntimos, muitas vezes sem ter consciência plena do roteiro que o move.
Após Reverberações: O Legado de Winnicott e o Ambiente Facilitador – Reflexões e Desdobramentos

Após Reverberações: O Legado de Winnicott e o Ambiente Facilitador – Reflexões e Desdobramentos

A alma humana, esse labirinto de paradoxos e anseios, encontra sua forma e seu desassossego na teia das relações e dos espaços que a circundam. Recentemente, nas Reverberações da Escola Paulista de Psicanálise, mergulhamos na obra de Donald Winnicott, um pensador que, com a delicadeza de um poeta e a precisão de um cientista, desvendou a crucialidade do “ambiente facilitador”. Não se trata de um cenário passivo, mas de um útero psíquico que nutre, contém e permite a emergência do ser em sua plenitude mais autêntica, um convite à reflexão sobre a própria existência.
A Essência da Formação Psicanalítica: Tripé e Supervisão na EPP

A Essência da Formação Psicanalítica: Tripé e Supervisão na EPP

A jornada para se tornar um psicanalista é um caminho de autoconhecimento e rigor acadêmico, fundamentado em pilares que garantem a profundidade e a ética da prática clínica. Na Escola Paulista de Psicanálise (EPP), compreendemos que a formação é um processo contínuo e multifacetado, que vai muito além da simples aquisição de conhecimento teórico. É uma imersão que transforma o indivíduo, preparando-o para a complexidade do encontro analítico e para a responsabilidade de acolher o sofrimento humano.

A coragem de perder a terceira perna

Por Pedro Castro -  Há momentos na vida em que algo se rompe. Não é uma simples mudança, nem uma perda comum. É como se uma parte de nós, que até então nos mantinha firmes, de repente deixasse de existir. Clarice Lispector, no seu livro A Paixão Segundo GH, chama isso de “perder a terceira perna”. Uma perna que não era necessária para andar, mas que fazia dela um tripé estável. Sem ela, restam apenas duas pernas – e a liberdade de caminhar, finalmente, com o próprio corpo. Mas também resta o medo. Quem nunca sentiu que desabou uma estrutura que levou uma vida para construir? Pode ser o fim de um relacionamento, a perda de um emprego, uma crise de sentido, ou simplesmente aquela sensação estranha de que o jeito como sempre nos organizamos já não funciona mais. O chão some. E o que vem depois é uma espécie de desorganização profunda, como Clarice descreve: “não confio no que me aconteceu”. A mente se vê diante de um vazio que assusta, porque não há mapa, não há garantias. Na psicanálise, chamamos isso de encontro com o caos. Não o caos destrutivo, mas aquele estado amorfo onde tudo é possível e nada está definido. É o momento em que o conhecido se desfaz e o novo ainda não nasceu. E é justamente aí que mora o maior desafio: suportar não saber. Suportar a suspensão. Como diz Clarice, “tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo”. Esse medo é humano, e talvez seja o preço da liberdade. A “terceira perna” simboliza tudo o que usamos para nos sentir seguros: as certezas, os papéis que representamos, as respostas prontas, as verdades que repetimos sem questionar. Ela nos dava equilíbrio, mas também nos impedia de experimentar outros modos de ser. Quando ela cai, ficamos à mercê do acaso – esse “sagrado risco” que Clarice nomeia com coragem. O acaso é o imprevisível, o que não controlamos. E viver é, em grande parte, aprender a dançar com ele. O que fazer com o que vivemos quando não sabemos ainda o que aquilo significa? Clarice tenta dar forma ao nada, mas resiste à tentação de “inventar uma forma” apressada. Há uma sabedoria aí: a pressa de dar um sentido rápido pode ser uma nova “terceira perna”, uma muleta que nos impede de realmente integrar a experiência. A verdadeira transformação exige um tempo de latência, um tempo de não saber. É como se a mente precisasse gestar um novo significado, em silêncio, antes de poder nomeá-lo. No consultório de psicanálise, esse processo é acolhido. O analista não oferece respostas prontas, nem tenta tapar o vazio com explicações. Ele oferece presença – uma mão invisível, como a que Clarice pede: “Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria”. Essa mão não é a muleta, mas um apoio provisório para que a pessoa possa suportar o desamparo e, aos poucos, aprender a caminhar sozinha. Aos poucos, a desorganização vira organização nova, mais autêntica, mais próxima de quem realmente se é. Clarice escreve: “Sei que vi – porque não entendo”. Há um saber que não passa pelo intelecto, mas pelo corpo, pela intuição, pela emoção. É o saber do vivido, que ainda não virou palavra, mas que já nos transformou. A psicanálise é uma aposta nesse saber silencioso. Ela nos ajuda a ter coragem de “ir sendo si mesmo”, como diria Bion, sem a necessidade de uma identidade fixa, sem a rigidez da terceira perna. Ao final do fragmento, Clarice fala de um amor neutro, cego, como o de uma célula-ovo. Talvez seja o amor pela própria vida, em sua nudez, sem adornos. Um amor que não precisa de sentido para existir. E é isso que a psicanálise, em sua essência, busca restaurar: a capacidade de estar vivo, de sonhar, de criar, mesmo diante do desconhecido. Mesmo sem a terceira perna. Que possamos, como ela, ter a coragem de nos perder. Porque só assim, talvez, a gente se ache de verdade.
O Ambiente Facilitador de Winnicott: Um Pilar para o Desenvolvimento do Self

O Ambiente Facilitador de Winnicott: Um Pilar para o Desenvolvimento do Self

A psicanálise, em sua constante evolução, nos convida a revisitar e aprofundar conceitos que moldam nossa compreensão do psiquismo humano. Dentre as contribuições mais significativas, o legado de Donald Winnicott se destaca, especialmente por sua teoria do ambiente facilitador. Este conceito não apenas revolucionou a forma como pensamos o desenvolvimento infantil, mas também oferece lentes valiosas para entender as complexidades da vida adulta e as demandas da clínica contemporânea.
A Formação do Psicanalista: Tripé e Supervisão – Uma Reflexão Preparatória

A Formação do Psicanalista: Tripé e Supervisão – Uma Reflexão Preparatória

A jornada para se tornar um psicanalista é um empreendimento que transcende a mera aquisição de conhecimentos teóricos; ela exige uma profunda imersão em um processo de transformação pessoal e profissional. Freud, com sua perspicácia inigualável, estabeleceu o que viria a ser conhecido como o tripé psicanalítico: a análise pessoal, o estudo teórico e a supervisão clínica. Este alicerce não é uma formalidade burocrática, mas a própria condição de possibilidade para o desenvolvimento de uma escuta analítica genuína e de uma capacidade de intervenção que respeite a complexidade do inconsciente. É um convite à contínua elaboração da própria subjetividade em relação à do outro.