Em que consiste uma sessão de análise? Quem faz análise? Como é feita? Para que? São questões que, se estamos em uma conversa entre colegas psicanalistas, não demandariam maiores explicações – e é justamente nessa hora que começam os “jargões, ou palavras mortas” e se instala a Babel entre os psicanalistas, pois existem tanto variações entre as chamadas “escolas” psicanalíticas, quanto entre os próprios psicanalistas.
Iniciamos nossos trabalhos no primeiro semestre questionando o “tripé psicanalítico”, com um colóquio sobre supervisão coordenado pela psicanalista Hilda Botero da APC, um colóquio sobre a análise com o psicanalista Renato Trachtenberg da SBP-PA, e uma Jornada sobre o lugar da teoria no psicanalista com as participações dos psicanalistas Júlio Conte e Martha Ribeiro Chagas do CEP de PA, e Ignácio Gerber da SBP-SP. Inauguramos o segundo semestre com uma discussão sobre a Babel da Psicanálise com o psicanalista Leandro Stitzman, e agora nos aprofundamos no tema “A sessão de Análise”.
Mas afinal, o que diferencia uma conversa comum de uma sessão de análise? Nessa jornada, a intenção é se dedicar a quatro questões básicas que podem nos ajudar a pensar o tema: o que é, quem faz a sessão, como ela acontece e para que serviria a sessão de análise?
Data/horário: 10/12/2022 - 09h às 18h (sábado) – Gratuito
Programação:
09:00hs – 11:00hs – O que é uma sessão de análise? Como ela acontece? – Maria Foster (Instituto Ékatus)
11:15hs – 13:15hs – Quem faz a sessão de análise? – Pedro Castro (Instituto Ékatus)
13:15hs – 14:45hs – Almoço
14:45hs – 16:45hs – Para que serve uma análise? – Fábio Sipaúba (Instituto Ékatus)
16:50hs – 18:00hs – A formação do analista e do analisando – Ale Esclapes (Instituto Ékatus)
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Dulce Scalzilli, Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Sueli Matsuki e Tatiana Costa.
Evento online, gratuito e realizado por videoconferência - necessária inscrição prévia - número de vagas limitadas. _______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
“Visão Binocular” é um ciclo de eventos da Escola Paulista de Psicanálise, onde um integrante da Escola e um convidado tecem seus comentários a respeito de um determinado assunto, abrindo espaço para um proliferar de novas ideias, que podem ser colocadas em trânsito e pensadas por todos nós, mantendo o espírito de um não entendimento, posto que o entender colapsa as infinitas possibilidades do “infinito informe” (Milton).
Para esse encontro convidamos os psicanalistas Miguel Marques (SBP-RP) e Fabíola Rodrigues (Instituto Ékatus) para uma conversa sobre as “Dimensões Estéticas na Psicanálise”. Nessa conversa, o tema serviu de estímulo para pensarmos nesta relação entre estética e psicanálise, que perpassa desde a nossa apreensão até nossa interpretação, tendo como vértice de aproximação a prática, o dia a dia do psicanalista.
Data/horário: 29/11/2022 - 20h (terça-feira) – Gratuito
Convidados: Miguel Marques - Médico, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, da qual é membro efetivo e membro efetivo com funções didáticas e docente do instituto da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto.
Fabíola Rodrigues - Psicanalista, membro efetivo do Instituto Ékatus e escritora. Participou de inúmeras antologias poéticas, a exemplo de “Antologia do Desejo - a literatura que queremos” (Ed. Patuá, 2018), “1a Antologia da Parada Poética” (LiteraRua, 2018) e “Antologia Patuscada II” (Ed. Patuá, 2021). É autora dos livros “Carta Náutica das desimportâncias” e “Vide bula, farmacologia poética de três pílulas”, ambos publicados pela editora 7Letras.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Dulce Scalzilli, Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Sueli Matsuki e Tatiana Costa.
Evento online, gratuito e realizado por videoconferência - necessária inscrição prévia - número de vagas limitadas. Informamos que a EPP não emite certificados de participação para eventos gratuitos.
Para esse encontro o Grupo de Estudos Café com Clarice convida a psicanalista Maria Luíza Lana Mattos Salomão (SBP-SP) para uma conversa sobre a obra de Clarice Lispector. Nessa conversa, o tema servirá de estímulo para pensarmos nesse personagem invisível e onipresente na obra de Clarice Lispector – uma personagem chamada Clarice.
“Visão Binocular” é um ciclo de eventos da Escola Paulista de Psicanálise, onde um integrante da Escola e um convidado tecem seus comentários a respeito de um determinado assunto, abrindo espaço para um proliferar de novas ideias, que podem ser colocadas em trânsito e pensadas por todos nós, mantendo o espírito de um não entendimento, posto que o entender colapsa as infinitas possibilidades do “infinito informe” (Milton).
Data/horário: 18/10/2022 - 20hs (terça-feira) – Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidados: Maria Luíza Lana Mattos Salomão - é membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Tem especialização em Letras pelo Centro Universitário da Uni-FACEF. Faz trabalho voluntário na Biblioteca pública municipal de Franca, no projeto Degustação Literária, desde 2015. Autora de “A alegria possível” e artigos psicanalíticos publicados em periódicos especializados, participante de antologias da Academia Francana de Letras. Membro da Academia Francana de Letras. Escreveu prosa poética, poemetos, ensaios no suplemento literário do jornal Comércio da Franca, Nossas Letras, de 2000 a 2020. Membro da AFESMIL - Academia Feminina Sul Mineira de Letras.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Dulce Scalzilli, Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Sueli Matsuki e Tatiana Costa._______________________________Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Sempre acreditamos que entendemos o que um colega diz em um congresso de psicanálise quando escreve ou diz palavras como “inconsciente”, “psicanálise”, “tratamento”, como se fossem palavras que não demandassem um esclarecimento tanto para quem as emite quando para quem as recebem. Em termos conceituais, o “inconsciente freudiano”, é o mesmo trabalhado por M. Klein e Bion? E o que dizer da apreensão entre nós analistas de hoje, desses conceitos? O que queremos dizer quando dizemos “inconsciente”?
Quando pensamos no Mito de Babel, temos pelo menos dois vértices de aproximação muito interessantes a de vários nomes para um mesmo fenômeno e, ao mesmo tempo, a de um mesmo nome para fenômenos distintos. As consequências são várias: a) a ilusão de que nos comunicamos, b) a proliferação de “novas psicopatologias”, “novas teorias”, “novos sofrimentos”, c) o desgaste de palavras como “inconsciente” até que elas percam o seu valor descritivo e d) o impedimento real de novos desenvolvimentos na psicanálise, entre outros.
O objetivo desse colóquio foi, utilizando o Mito de Babel como modelo, colocar o tema da comunicação tanto entre nós analistas como individualmente, em primeiro plano e pensar em formas de superação dessas dificuldades.
Data/horário: 17/09/2022 - das 09h às 12h (sábado) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidado: Leandro Stitzman – Psicanalista, membro convidado do Instituto Ékatus e membro da Associação Psicanalítica da Colômbia. Autor dos livros “Framework: un ensayo psicoanalítico” e “Entrelazamiento: un ensayo psicoanalítico”.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Dulce Scalzilli, Fernanda Hisaba, Juliana Rocha, Sueli Matsuki e Tatiana Costa.
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Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Qual é a relevância da necessidade humana de estar no controle para uma discussão sobre padrões aleatórios? A questão é que se os eventos são aleatórios, nós não estamos no controle, e se estamos no controle dos eventos, eles não são aleatórios. Portanto, há um confronto fundamental entre nossa necessidade de sentir que estamos no controle e nossa capacidade de reconhecer a aleatoriedade. Leonard Mlodinow - Livro – O andar do bêbado
Como o mundo natural determina suas regras? Há regras? Se elas existem, em quais circunstâncias? Ou somos nós que observamos determinadas regularidades e propomos regras?
Sob esta perspectiva, a vida como um fenômeno natural, segue a única regra: A ALEATORIEDADE.
Quando se passa observar a aleatoriedade no mundo natural, a formação de juízo de valor não é mais cabível, pois qualquer evento que venha surgir, não tem propósito para ser bom ou ruim, e sim, surgiu de um acaso, como pode desaparecer por um acaso.
Como seres pensantes, usamos, por exemplo, a estatística para mapear possíveis eventos e acreditamos em seus resultados, como um fiel acredita em Deus. Mas como a estatística pode dar conta de todas as variáveis que algo em estudo pode ter? E o que de fato a estatística pode fazer, senão nos dar um número que, pode ou não ser encontrado na realidade? O que é a estatística, se não um bêbado ao equilibrar em uma corda suspensa?
Esse desejo sobre possíveis resultados no futuro evidencia como “a intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem incerteza”.
Então, a partir da leitura biológica do surgimento da vida, o funcionamento do DNA e o filme “Tudo pode dar certo (Whatever Works)”, de Woody Allen, conversamos sobre a aleatoriedade, sem receios, e ao final podemos compreender um pouco mais sobre seu efeito em nós.
Data/horário: 30/08/22 - 20h (terça-feira) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência
Convidado: Pedro Castro - Psicanalista formado pela EPP, membro efetivo do Instituto Ékatus.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
O que da teoria dos grandes autores da psicanálise vive em nós hoje? Qual é o lugar do analista praticante nessa relação com o legado que esses grandes autores nos deixaram? Como usamos esse legado? Deixamos espaço para o inédito? O inaudível? O incrível? O impensado? O impensável? Nós mesmos? O que virá depois?
Essas são algumas das perguntas que nortearam a nossa XI Jornada, dando continuidade ao trabalho iniciado em nosso dois primeiros Colóquios de 2022 (sobre a supervisão e a análise do analista) e nos propondo a pensar e discutir o tripé psicanalítico na atualidade. Parafraseando Bion: “estou muito curioso para saber o que vou falar hoje”. Para essa jornada delineamos um espaço e disponibilizamos um continente para que o grupo pudesse pensar as questões levantadas.
Ela foi dividida em três blocos dedicados a herança de Freud, Klein e Bion e mais um bloco para discutir o lugar do analista praticante frente a esses autores.
Data/horário: 02/07/2022 - 09h às 18h (sábado) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidados: Júlio Conte é psicanalista, médico, diretor de teatro, dramaturgo, ator e escritor. Membro pleno do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre e membro fundador do Instituto W.R. Bion, Porto Alegre. Transita de forma atuante entre a psicanálise e o teatro.
Organizou Cadernos de Bion volume 1 e volume 2, editado pela Editora Escuta – São Paulo, 1997 e 1999. Coautor de W.R. Bion – Novas Leituras em dois volumes; A Psicanálise: dos Modelos Científicos aos Princípios Ético-Estéticos(volume I, 1999) e A Psicanálise: dos Princípios Ético-Estéticos à Clínica (volume II, 2003), editado pela Companhia de Freud, Rio de Janeiro. Coautor de O Objeto Psicanalítico (2011), com Arnaldo Chuster e outros colegas, lançado no Encontro Internacional de Bion, realizado em Porto Alegre e organizado pelo Instituto Bion em 2011. Possui artigos publicados na Revista do CEP de POA, na Revista Percurso (São Paulo) e na Revista do Instituto Bion, de Porto Alegre.
No teatro, foi o criador do maior sucesso teatral do Sul do Brasil, Bailei na Curva, que se mantém em cartaz há 35 anos e é um dos textos brasileiros mais encenados em todo o território nacional. Autor de dezoito obras teatrais, dentre as quais se destacam Beckett-Bion: Gêmeo Imaginário, Se Meu Ponto G Falasse, Não Pensa Muito Que Dói, Pedro e a Girafa e O Rei da Escória.
Martha Chagas Ribeiro é psicanalista, membro pleno, coordenadora de seminário e supervisora do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEP de PA). Coordenadora de seminário e supervisora no Instituto Contemporâneo em Porto Alegre.
Ignácio Gerber é psicanalista atuante em São Paulo. Membro efetivo e docente na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Acompanha as ideias de Bion desde os anos 80, tendo artigos e livros publicados no Brasil e no exterior, sendo o livro mais recente “Por que Bion”, em colaboração com Luís Cláudio Figueiredo. Está programando este ano o lançamento de “Inconsciente Nuvem Infinita”, pela editora Blucher. É membro fundador do Cetrans – Centro Brasileiro de Transdisciplinaridade. Violoncelista e Regente de Coral.
Ale Esclapes é Psicanalista, professor, escritor e diretor da Escola Paulista de Psicanálise-EPP e do Instituto Ékatus de Psicanálise. Autor do Livro "A pobreza do Analista e outros trabalhos 1997-2015" e organizador da Coleção Transformações & Invariâncias.
Programação:
09:00hs – 11:00hs – O que da teoria freudiana vive em sua clínica hoje? – Júlio Conte (CEP de PA)
11:15hs – 13:15hs – O que da teoria kleiniana vive na sua clínica hoje? – Martha Chagas Ribeiro (CEP de PA)
13:15hs – 14:45hs – Almoço
14:45hs – 16:45hs – O que da Teoria de Observação de Bion vive na sua clínica hoje? – Ignácio Gerber (SBPSP)
16:50hs – 18:00hs – O lugar do analista na teoria psicanalítica – Ale Esclapes (Instituto Ékatus)
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Lilian Afonso, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Como notamos e comunicamos para nós mesmos e aos nossos pares nossa experiência como psicanalista? Na esteira das descrições de casos clínicos do século XIX, Freud criou uma forma única de publicação até então: o caso clínico em psicanálise, acusado por alguns de se situar entre a descrição de um caso e o exercício da literatura. Melanie Klein seguiu essa forma de publicação, de uma forma a transformar o caso clínico em um modelo psicanalítico.
Em pouco tempo, Anna O., Hans, Erna, Dick, etc... se tornaram paradigmas da psicanálise. Pacientes de ontem que se presentificam nos de hoje. Aos poucos esses “rostos” foram sendo substituídos por psicopatologias: o paciente autista, o deprimido, o borderline, mas seus lugares epistemológicos continuam o mesmo.
Bion que se dedicou a uma expansão da teoria da observação clínica paradoxalmente não possui um único caso clínico publicado. Ao invés de se utilizar de casos clínicos, se propôs a criar novas formas, novos instrumentos de notação e comunicação, como por exemplo, “a grade”. Um fato por si merecedor de exploração e reflexão. Leandro Stitzman seguindo esse caminho, mas de uma forma muito própria e singular, desenvolve um método de notação chamado x12 que nos permite uma observação mais refinada, infinitesimal, que ao mesmo tempo nota, anota, denota, conota, publica para si e o outro, desenvolve a intuição do analista e favorece melhores ações (interpretações).
Nesse encontro, o psicanalista e membro convidado do Instituto Ékatus Leandro Stitzman nos convidou para uma reflexão sobre esse aspecto muitas vezes negligenciado: o sistema de notação e publicação do psicanalista, que tem um profundo impacto no desenvolvimento e na ética da psicanálise.
Data/horário: 28/06/22 - 20h (terça-feira) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidado: Leandro Stitzman - Psicanalista e membro convidado do Instituto Ékatus e membro da Associação Psicanalítica da Colômbia.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Atenciosamente, Equipe EPP.
Imaginem se Freud frequentasse uma supervisão... e se fosse com Bion? Imagine esse encontro de “Titãs”. Freud traz um sonho, um relato de uma fantasia da vida de um suposto paciente. “Lá está o segredo”, pensa. Bion ouve, atento à turbulência emocional que toma conta do setting. “Qual seu cheiro, qual sua cor, qual sua textura?”
Uma psicanálise histórica, voltada ao passado, que dirige suas lentes de detetive à busca pela causa do desvio, frente a uma psicanálise cujo foco é a experiência que se processa nessa exploração, no momento emocional único do encontro entre as personalidades do psicanalista e do supervisor.
Há um fio condutor, algo “entre” essas psicanálises? O que as torna únicas? Qual a intersecção entre elas? Há Freud em Bion? E Bion em Freud?Para pensar essas e outras questões, a EPP recebeu o psicanalista Fábio Sipaúba.
Um embate entre ontologia e observação, rumo à primeira jornada de 2022 da EPP/Instituto Ékatus: “Lugar do Psicanalista na formação da Teoria”.
Data/horário: 14/06 - 20h (terça-feira) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidado: Fábio Sipaúba - Psicanalista Membro do Instituto Ékatus e Idealizador da comunidade on-line "Na Linha Bioniana (@nalinhabioniana)".
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Lilian Afonso, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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Literatura fantástica, literatura infantil, literatura. Alices e Clarices, Chapeleiros e Rainhas, Gato e Lagartas ... todos nos fornecem modelos para o exercício do nosso ofício diário que é a psicanálise. Estão por aí, dando voltas a nossa disposição. Sabemos como encontrar seus tons e tocá-los? Sabemos como nos apropriamos e improvisamos?
Nesse encontro a psicanalista Hilda Botero da Associação Psicanalítica da Colômbia nos guiou, desde “Alice no país das Maravílhas” por um método de escuta que nos permite criar uma clave, um tom, uma estrutura musical, um modelo para pensarmos sendo analistas e como analistas.
Data/horário: 24/05/22 - 20h (Horário de Brasília) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidada: Hilda Botero (APC) - Membro titular da Associação Psicanalítica da Colômbia. Coordenadora da Associação Latino-americana de Observação de Bebês (ALOBB- Método Esther Bick). Assessora de atenção emocional em Unidades de Recém-nascidos e Programas Canguru.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Lilian Afonso, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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“Olho o ovo na cozinha com atenção superficial para não quebrá-lo. Tomo o maior cuidado de não entendê-lo. Sendo impossível entendê-lo, sei que se eu o entender é porque estou errando. Entender é a prova do erro. Entender o ovo não é um modo de vê-lo.” (o ovo e a galinha – in Felicidade Clandestina, ed. Rocco, pág 46)
Procurando manter o espírito de um não entendimento, posto que o entender colapsa as infinitas possibilidades do “infinito informe” (Milton), a EPP nos convidou para uma análise dessas possibilidades, um pensar juntos, tendo como pano de fundo o conto “O Ovo e a Galinha”, de Clarice Lispector, que ela mesma afirma não compreender.
O evento faz parte do ciclo “Visão Binocular” da Escola Paulista de Psicanálise, onde um integrante da Escola e um convidado tecem seus comentários a respeito do assunto, abrindo espaço para um proliferar de novas ideias, que podem ser colocadas em trânsito e pensadas por todos nós!
Data/horário: 26/04/22 - 20h (terça-feira) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidados: Flávio Benites - Psicanalista formado pela EPP, membro efetivo do Instituto Ékatus. Professor de graduação em Letras e Pós-graduação em Linguística na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), onde também lidera o Grupo de Pesquisa “Escrituras: sentidos em (dis)curso” e Luciane Slomka é Psicóloga, Psicanalista, Escritora e professora do curso de Psicologia da UNISINOS.
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Fernanda Hisaba, Lilian Afonso, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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Seguindo a proposta de pensar o tripé analítico desenhado por Freud, a Escola Paulista de Psicanálise convidou o psicanalista Renato Trachtenberg para coordenar uma reflexão sobre a análise pessoal na formação do analista.
Adotando como ponto de partida algumas provocações:
- Qual o lugar da análise pessoal na construção do analista?- Existe “analisando-analista”? Se sim, o que é?- Qual o significado de “análise didata”? O que opera “didata” nesse termo?- Como a análise pessoal (ou sua ausência) pode refletir no trabalho do analista?- O encontro analítico é o atelier do analista?- A análise pessoal para o analista pode ser pensada como uma questão ética ou moral?- Qual é e como se dá a intersecção entre análise pessoal e processo de supervisão?
Essas e outras questões foram discutidas em mais um Colóquio da Escola Paulista de Psicanálise e do Instituto Ékatus de Psicanálise.
Data/horário: 02/04/22 - 09h (sábado) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidado: Renato Trachtenberg - Antes de tudo: Psicanalista.Depois de tudo: Membro fundador, titular e didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre, Membro titular da Associação Psicanalítica de Buenos Aires, Membro fundador e pleno do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto alegre, Coordenador de grupos de estudos e conferencista sobre as obras de WR. Bion e D. Meltzer no Brasil e exterior (Argentina, Índia, México e Peru). Co autor dos livros: “As 7 invejas capitais” e “WR Bion: A obra complexa” (ambos em português e espanhol). Autor de inúmeros capítulos de livros e artigos de revistas sobre psicanálise no Brasil e exterior
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Lilian Afonso, Fernanda Hisaba, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro
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Neste encontro trouxemos dois convidados: Ale Esclapes, psicanalista e diretor da EPP-Escola Paulista de Psicanálise e Fabíola Rodrigues, psicanalista e escritora. A dupla apresentou e discutiu uma visão pessoal e o ponto de vista de intersecção entre os dois na discussão do filme “A filha perdida”, que é uma adaptação do livro homônimo de Elena Ferrante e indicado ao Oscar em 2022.
Um dos aspectos do filme é a visão socialmente idealizada de como as pessoas devem ser e viver. Existe um modo certo de ser e viver? Como lidamos com nossos sentimentos quando percebemos que há um conflito entre o que acreditamos ser o correto e o que praticamos? Somos bons o tempo todo? E o nosso “lado mau”, onde está? Se formos bons e corretos socialmente isso garantirá um “final feliz”? Eu tenho clareza com relação à diferença entre o que sou e o que gostaria de ser? Essas são algumas das reflexões entre tantas outras que surgem na apreciação do estímulo.
Visão Binocular é uma linha de eventos que a partir de um estímulo traz o ponto de vista de pelo menos dois convidados, que juntos buscam uma intersecção entre as duas áreas. Nesta perspectiva acreditamos que contribuirá não só com a formação de nossos alunos e psicanalistas, mas também com o público em geral se tomarmos, assim como Bion, a certeza da possibilidade de expansão de um continente dentro de cada um de nós.
Esperamos a participação de todos para que juntos possamos refletir e usufruir desta visão binocular entendendo o encontro como possibilidade de expansão da capacidade de pensar a nós e ao outro, o que para nós psicanalistas faz tanto sentido.
Data/horário: 08/03 - 20h (terça-feira) - Evento gratuito, aberto ao público em geral e realizado através de videoconferência.
Convidados: Alexandre Esclapes - Psicanalista Membro do Instituto Ékatus e diretor da Escola Paulista de Psicanálise e Fabíola Rodrigues - Psicanalista Membro do Instituto Ékatus e Escritora, autora de "Carta náutica das desimportâncias" e “Vide bula, farmacologia poética de três pílulas” (7Letras).
Coordenação: Grupo Ateliê de Ideias - Maria Foster, Lilian Afonso, Fernanda Hisaba, Sueli Matsuki, Tatiana Costa e Fabiana Tessaro.
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