Melanie Klein (1882–1960) foi uma das principais figuras na consolidação e ampliação da teoria psicanalítica após Freud. Sua contribuição centra-se no estudo da vida psíquica precoce, tendo desenvolvido uma técnica de análise infantil inovadora, baseada na observação do brincar como forma de acesso ao inconsciente.
Klein introduziu conceitos fundamentais como posição esquizo-paranoide, posição depressiva, fantasia inconsciente e identificação projetiva, propondo que desde os primeiros meses de vida o bebê já elabora defesas psíquicas complexas diante das angústias primitivas. Sua obra representa uma virada na teoria das pulsões e na compreensão da constituição do eu, influenciando profundamente a psicanálise contemporânea. Estudar Klein é essencial para compreender o funcionamento psíquico nos primórdios da vida e suas repercussões na clínica.
Serão estudados os seguintes textos durante a pós-graduação:
Simpósio sobre análise de crianças (1927)
Estágios iniciais do conflito edipiano (1928)
A Importância da Formação de Símbolos no Desenvolvimento do Ego” (1930).
Uma neurose obsessiva em uma menina de seis anos de idade” (1932).
Notas sobre alguns mecanismos esquizoides” (1946)
Sobre a teoria da ansiedade e da culpa (1948)
Sobre os critérios para o término de um tratamento (1950)
M. Klein Vida e Obra
A natureza e a função da fantasia (Susan Isaacs, 1952 [1943])
Algumas conclusões teóricas relativas à vida emocional do bebê” (1952).
As origens da transferência (1952)
Sobre a identificação (1955)
Inveja e gratidão (1957)
