Programa: “Nascemos em uma terra onde o fanatismo se desenvolveu fortemente. Tanto histórica como cotidianamente estamos expostos a frequentes estados fanáticos que se admitem sem críticas e sem assombro, como uma “maneira de ser” nacional. Padecemos de severas experiências de ignorância quando tentamos tomar contato mediante o pensamento com essa classe de fatos descarnados, avassaladores.” (Sor & Senet, Fanatismo – Uma mirada Bioniana, pág. 285).
Os autores da obra Fanatismo – um olhar Bioniano, Darío Sor e Maria Rosa Senet ocupam-se da investigação desse fenômeno não a partir do vértice histórico, sociológico ou político, mas a partir de um vértice psicanalítico, brindando um modo de olhar que nos favorece a aproximação a aspectos fanáticos de nossas personalidades.
O livro Fanatismo dá continuidade ao trabalho iniciado em Câmbio Catastrófico – Psicanálise do Dar-se Conta, alguns anos antes, cuja investigação tem como base o processo de crescimento mental e suas vicissitudes, explorado por Bion, notadamente em seu livro Transformações, no qual introduz e desenvolve os conceitos de Transformação em Pensamento e Transformação em Alucinose.
Darío Sor e Maria Rosa Senet ajuízam o pensamento de que, em Bion, a Transformação em Alucinose abarca sob o mesmo teto duas ideias que se confundem, a de um processo transformacional que caracteriza o pensar psicótico e conduz à formação de delírios e alucinações, e a de um não-processo, que tem por resultado a organização fanática da mente.
Nasce, então, Fanatismo. Mais além da Transformação em Alucinose, a Não-Transformação autística ou fanática se mostra deletéria à mente que a alberga e àquelas com as quais se relaciona.
O recorrido se faz, inicialmente, através da recapitulação do conceito de reverie tal qual pensado por Bion e sua ampliação, sob um olhar “normal” e “patológico”; a retomada do conceito de Transformações em Pensamento e Alucinose; a discriminação e introdução do conceito de Não-Transformação Autística/Fanática; a apresentação do elemento ϒ como elemento “próprio” do isolamento autístico e da ideia máxima ou fanática; e a apresentação da teoria do jogar como forma de manter viva a mente humana, capaz de crescimento e de contínua formação de vínculos, como vacina e antídoto contra a não-transformação.
Em suma, um pensar essencial dentro do escopo psicanalítico que se propõe a lidar com tal nível de deterioro mental a que estamos sujeitos enquanto indivíduos e sociedade.
Quando: Quartas-feiras das 16h às 17h - Duração: Atividade Permanente.
Carga Horária: Encontros on-line de uma hora semanais (realizados por videoconferência).
Coordenação: Fernanda Hisaba - Psicanalista formada pela EPP, membro efetivo do Instituto Ékatus e facilitadora do Programa de Formação em Psicanálise.
Taxa de Inscrição: R$ 100,00 / gratuito para membros do Instituto Ékatus ou Estudantes da EPP.
Investimento: Mensalidades de R$ 199,00 / Estudantes e Professores Universitários*: R$ 99,00 / Sem custo para membros do Instituto Ékatus ou Estudantes da EPP - Forma de Pgto.: PIX (diretamente ao coordenador).
Público-Alvo: Psicanalistas e estudantes de psicanálise.
Qual a diferença entre grupo de estudos e um curso?
No grupo de estudo as pessoas se reúnem para estudar sistematicamente e metodologicamente uma obra sob uma coordenação. No curso existe um aluno e um facilitador, com uma matéria a ser dada em um tempo definido para sua conclusão. O grupo de estudos é uma oportunidade para que seus participantes possam se aprofundar em um determinado autor ou obra – a palavra chave aqui é qualidade e o tempo não é o fator determinante, sendo por isso uma atividade permanente. Também é objetivo do grupo fazer o constante entrelaçamento entre teoria e clínica.
*Estudantes Universitários: Necessário envio de atestado de semestralidade por e-mail.
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Dúvidas: Tel.: (11) 3628-1262; WhatsApp (11) 9 9876 9939 ou
Atenciosamente, Equipe EPP.

